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Como ser um PJ na área de TI?

Especialista em legalização da Company Hero reúne orientações para quem deseja seguir esse caminho; escolher o tipo ideal de empresa e elaborar um contrato para cada parceria estão entre as recomendações do profissional

Nos últimos anos, o mercado tech vem enfrentando um grande desafio com mão de obra qualificada. Cada vez mais, as empresas têm dificuldades de encontrar novos talentos e até repor profissionais. Diante desse cenário, trabalhar como PJ tem sido uma alternativa para muitas pessoas, se tornando cada vez mais popular no mercado da tecnologia, já que a contratação sem vínculo empregatício é vantajosa para as empresas e também para os profissionais.

Segundo dados da Brasscom, a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, o setor demandará cerca de 800 mil profissionais até 2025. Para Rafael Marchesano, Diretor de Legalização da Company Hero, empresa que já ajudou a simplificar a jornada de mais de 15 mil profissionais e pequenos empresários no Brasil, essa área, de fato, é promissora. “Esse formato de relação profissional permite que a pessoa preste serviço para diferentes empresas, brasileiras e internacionais ou inicie o seu próprio negócio sem muitas dificuldades. Além de autonomia e liberdade geográfica, é uma  dinâmica de trabalho que traz possibilidades reais de crescimento”, ressalta.

Como é trabalhar como PJ em TI

A contratação no modelo PJ é feita com um contrato de prestação de serviços que envolve direitos, deveres e benefícios que vão além dos tradicionais.

Existem duas possibilidades de atuação do TI como PJ: contratação exclusiva por uma empresa ou prestação de serviço para diferentes empresas. Na maioria das vezes, o profissional de TI que atua como PJ, mas é contratado por uma empresa, presta serviços de maneira remota.

Por outro lado, liberdade, flexibilidade e possibilidades de prestação de serviço para diferentes empresas de um segmento são algumas das vantagens de se trabalhar na modalidade PJ. “Atuar sem vínculo exclusivo traz flexibilidade para quem deseja diversificar sua renda e ter tranquilidade com as finanças e o futuro. A possibilidade de organizar a própria dinâmica de trabalho é o diferencial mais procurado pelas pessoas. Quando as barreiras geográficas e o horário comercial não fazem parte da rotina, fica muito mais fácil correr atrás dos próprios objetivos”, completa Marchesano.

Pensando em quem deseja atuar como PJ na área de tecnologia, o especialista listou recomendações e orientações para seguir este caminho:

        1. Escolher o tipo ideal de empresa para trabalhar como PJ 

“O profissional que deseja trabalhar como PJ em TI é livre para escolher o formato jurídico. A lei não determina um tipo. O ideal é analisar com suporte de uma Contabilidade qual é a modalidade empresarial e composição tributária mais adequadas às suas necessidades. A única questão é que o profissional da área da tecnologia da informação não pode se tornar MEI, então essa opção deve ser descartada”, explica.

As opções incluem:

  • Empresa Individual

A Empresa Individual é uma modalidade que abrange a microempresa e a empresa de pequeno porte. O limite de faturamento anual para se tornar MEI é de R$ 81 mil, R$ 360 mil para ME, e R$ 4,8milhões para EPP. “A EI só pode ser composta por uma única pessoa, ou seja, não há necessidade de ter sócios. Também não existe separação de patrimônio entre PF e PJ, por isso o próprio empresário responde por todas as ações da pessoa jurídica”, pontua Marchesano.

  • SLU, Sociedade Limitada Unipessoal

Um dos menos conhecidos pelos empresários, SLU é um modelo empresarial que se diferencia da EI por desvincular o patrimônio da pessoa física e da pessoa jurídica, além de ser possível abrir mais de uma empresa como SLU. “É uma excelente modalidade para profissionais que têm como objetivo prestar diferentes tipos de serviços para outras empresas”, destaca o especialista.

  • Sociedade Limitada

Essa é a famosa LTDA, empresa que pode ser composta por duas ou mais pessoas. Na Sociedade Limitada, os sócios se responsabilizam juntos pelo capital social da empresa, de acordo com a quantidade de cotas de cada um dos empresários-sócios da organização.

  • Sociedade Anônima

Na Sociedade Anônima, conhecida como S/A, o capital é distribuído entre os sócios e as ações podem ser disponibilizadas na bolsa de valores.

         2. Estar preparado para lidar com as responsabilidades

Abrir uma empresa vai além de apenas atender clientes. “Com o CNPJ ativo, é importante ficar de olho nas tarefas que regularizam a atividade, como emitir notas fiscais, manter o pagamento de impostos do regime tributário em dia, declarar o imposto de renda e fazer contribuição ao INSS por conta própria ou investir em uma previdência privada”, explica.

         3. Elaborar um contrato para todos os trabalhos que realizar

Segundo Marchesano, essa dica parece óbvia, mas faz toda a diferença. “Elaborar bons contratos agrega mais segurança e profissionalismo ao trabalho. Com o documento, é possível definir pontos essenciais como escopo do trabalho, valores devidos, prazo para entregas, acesso a softwares e ferramentas, formas de pagamento e condições de distrato”, ressalta.

Fonte: motim.cc

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