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TOC TOC – Reflexão do próximo

Transtorno obsessivo-compulsivo ou TOC, para alguns pode ser simplesmente uma mania de querer determinar as coisas muito certinha, como o posicionamento dos itens de trabalho na mesa sempre no mesmo lugar, a arrumação da casa impecável, ou qualquer outro tipo de hábito que envolva limpeza arrumação ou algo do tipo. Mas, para outras pessoas é algo sério no filme TOC TOC da Netflix uma comédia que traz à tona a história de seis personagens que sofre cada de um tipo de TOC diferente, mostrando o quão difícil é a rotina de quem sofre desse transtorno e que não é na prática nada engraçado! Além disso, o TOC é uma doença que precisa ser tratada e vista sim como um problema de saúde como outro qualquer ou seja, não pode haver nenhum tipo de preconceito, bem como há especialistas tanto no setor público como setor provado. Quem sofreu ou sofre de algum tipo de TOC sabe o quão difícil é encarar o problema diariamente, é necessário bastante resiliência para tentar superar. Esse é justamente o cenário do filme, em um consultório um grupo de seis pacientes estão aguardando um suposto psiquiatra que está atrasado para atendê-los, enquanto aguardam, eles se observam e percebem que não estão sozinhos, mais que existem sim outras pessoas que passam pelo mesmo problemas que eles, só que de uma forma diferente, cada paciente na sala possui um TOC bem peculiar e nunca visto por nenhum dele. Os personagens precisam descobrir juntos qual pode ser a solução para que ambos consigam solucionar ao menos que momentaneamente o transtorno de cada um, não o seu individualmente, mais sim o do outro (note) já estão ali justamente porque não conseguiram resolver o seu problema sozinho e enquanto aguardam o médico que esta atrasado por conta do seu voo, e que segundo sua secretária, sempre com a mesma resposta, “ele está a caminho, não se preocupem”, eles tem ajudar um aos outros. O filme é cheio de supressas entre os personagens e totalmente imprevisível, não há como apostar em nada, pois a todo momento há algo novo. Já a mensagem do filme além da concretização do TOC, é que ao nos ocupamos em ajudar o próximo, podemos reduzir o tamanho de nossos problemas, além da ajudar a quem precisa tanto quanto nós, isso pode gerar um grande impacto para as pessoas que convive com quem você ajudou e com você, pois ambos ficam melhor. O trabalho voluntário é uma das formas, existem centenas de ONGS que precisam de mão de obra para as mais diversas atividades, isso de acordo com a disponibilidade do voluntário. Ajudar de forma autônoma também é uma opção. Em mundo onde somos bombardeados por notícias ruins das mais diversas categorias, onde o que vende, o que gera audiência é justamente a esse tipo de informação, atos de amor ao próximo quando são mostrados parecem ser como pinguins numa praia cheia de banhistas no verão (alerta de exagero). Dar passagem no trânsito a outro motorista, ajudar a levar a carregar as sacolas de alguém que precisa no estacionamento do supermercado, dar carona, ajudar o colega de trabalho, ensinar algo a alguém que precisa e que você domina, estes os chamados pequenos gestos que aliviam o peso dos nossos problemas, gerando o mesmo efeito de um trabalho voluntário, afinal, você ajudou alguém. Às vezes é justamente essa a cura para a nossa ansiedade, para o estado de depressão que por vezes entramos, isso é praticar o amor ao próximo, a quem você nem conhece inclusive.

A Coluna de hoje é meramente uma opinião pessoal sobre o filme TOC TOC, sem qualquer embasamento cientifico ou finalidade de crítica ao filme. O objetivo é gerar uma reflexão sobre a possibilidade de por meio de servir ao próximo, ajudar a quem precisa seja por atos de gentileza inclusive reduzir o tamanho dos nossos problemas, de nossas ansiedades, pois qual o custo de tentar?

Ouça E Sempre – Rosa de Saron

Você nunca perde por amar
Perde por guardar o amor

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