Sábado, Janeiro 10Portal Comunica News

PARTIU 26

Com alegria, e sem nenhum plano de metas estipulado, começo dois mil e vinte e seis. Venho cheio de energia depois de uns dias de folga, merecidos, em que fiz nada e mais um pouco de nada, depois de fazer muito nada, quer dizer que aproveitei a vida nesses dias, recarreguei as baterias e pensei, pensei, pensei, sem chegar a nenhuma conclusão, então parei de pensar e apenas curti as férias. 

      Agora, com ânimo renovado, cabeça mais arejada, corpo descansado e, talvez, mais gordo, recomeço tudo outra vez, fazendo a mesma coisa de sempre e tentando ser diferente, mas continuo sendo o Celso, aquele bom e velho escritor, poeta, agora artista plástico e sei lá mais o que virá, mas seja o que for é o que a vida me dá e aceito com reverência, porque quem procura acha e estou achando um tanto de coisa que procurei por muito tempo, além de coisas quem nem procurei e que me acharam por um desses caprichos da vida. 

       Não tenho o costume de fazer planejamentos anuais, criar metas para o ano, metas essas que, na maioria dos casos, não serão cumpridas. Prefiro continuar a fazer o que venho fazendo, tentando melhorar uma coisa aqui outra ali, trazendo novidades nem tão novas assim e tocando a vida como ela deve ser tocada, a minha pelo menos é assim, já se você faz planos, traça metas e corre atrás delas, parabéns, não te condeno, é importante também, e quem sou eu para condenar alguém? 

          Essa é minha terceira crônica escrita depois que voltei das férias, as outras duas escrevi para uma plataforma de relacionamentos profissionais para a qual escrevo desde que entrei nela há sei lá quantos anos, não sou de contabilizar nada, apenas vou fazendo e assim sou feliz, não pretendo entrar para o Livro dos Recordes e nem ser visto como uma máquina de escrever, elas nem existem mais, usei uma, que ganhei do meu tio/padrinho, quando comecei nessa vida de escrevente, a ele sou muito grato, pela inspiração e pelo apoio. 

          Espero, sinceramente, que esse ano seja bom, apesar de já ter começado frenético, o mundo está em polvorosa e dá um medo da coisa desandar igual diarreia, mas temos que continuar, as contas chegam e o dinheiro não. Apesar dessa confusão toda ainda estou otimista, sou um otimista, realista, meio anarquista, positivista, às vezes marxista, faço prática budista, mas sou católico praticante, progressista, ativista, futurista e artista. A experiência me diz que apesar de tudo ainda é preciso continuar, então sigo em frente, sem olhar para trás, e sem fixar muito lá no futuro, vivo um dia de cada vez, com suas venturas e desventuras, com um pouco de desenvoltura e muita rapadura, que é doce, mas não é mole. 

         O ano sempre começa meio preguiçoso, as escolas estão em férias e o Carnaval está chegando, vamos parar outra vez em breve para a festa de Momo, daí engatamos uma segunda marcha e sei lá quando a terceira e as outras. Ano bom esse, tem Copa do Mundo, mas também ruim, tem eleições e daí vem aquela gente toda sorrindo prometendo mundo e fundos, e ficamos só lá no fundo depois que damos a elas os nossos votos, tudo fica como está e o Brasil continua a ser o “país do futuro”, o meu futuro já chegou, está virando passado e o futuro do Brasil sei lá quando vem, tomara que um dia ele apareça, e que eu possa vê-lo, nem que seja por um minuto! 

        Mas, vá lá, reclamar de quê se ainda posso fazer minhas coisas como quero, escrever, poetar, criar meus quadros, olhar a natureza, ou o pouco que ainda resta dela, contar histórias, falar com você que me lê, é isso que me move, é por isso que saio da cama todo dia, e porque também o corpo dói se eu ficar nela até muito tarde, então saio cedinho e começo a escrever, assim o corpo não dói e a mente fica ativa. Até que chega o momento das chateações, o telefone toca, telemarketing, que agora não é mais zero onze é zero trinta e dois, não atendo ligações de números que não estejam em minha lista de contatos, pronto, mas o telefone toca insistentemente, procuram até por pessoas que nunca vi na vida e quando nego que sou elas, ainda me perguntam se não conheço ou tenho o número do telefone, tenham paciência! 

         Eu estava falando de dois mil e vinte e seis, volto ao assunto antes que comecem as ligações e os chamados do interfone, gás, gente procurando outros moradores e sei lá mais o quê, porque parei de atender. Imagina que o cara do gás, mudou o seu toque e o horário em que passa? Eu já disse que não quero ontem e hoje ele volta oferecendo o produto, “eu não quero!!!”. Mas cada um tem que defender o seu, eu escrevendo o que você, talvez, não queira ler, o outro tentando vender o que, talvez, alguém esteja precisando, é batendo todo dia na casa dos outros que o cara do gás consegue vender, aliás está caro esse negócio, né? E é escrevendo todo dia que eu consigo ter leitores, por vezes agrado em outras não, mas vou tentando… 

        Iniciar um ano novo já não me traz medo e nem muitas expectativas, aprendi a controlar a ansiedade fazendo meditação, é bom, acalma, sim tenho muitos sonhos ainda por realizar, mas vivo intensamente os sonhos já realizados, para que não se tornem pesadelos, então dedico uma parte do meu tempo a realizar outros, sem pressa e sem pressão, as coisas vão se ajeitando se você não ficar ansioso, o tempo ajusta tudo e aprendemos a confiar em nossas capacidades e habilidades, eu confio nas minhas. 

           Espero que seu ano seja maravilhoso, sim, você vai ter problemas, vai chorar, vai sorrir, vai perder e depois ganhar, vai se frustrar e superar a frustração, vai correr, vai andar, vai sonhar e realizar sonhos, outros não; vai amar, não será amado, vai sofrer, depois encontrará um novo amor que lhe corresponderá e assim, entre altos e baixos vai terminar mais um ano feliz, desde que as conquistas, mesmo as menores, sejam valorizadas, porque essas pequenas conquistas são a base para as grandes. Feliz 2026! 

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