Quinta-feira, Fevereiro 5Portal Comunica News

Nasa registra sequência incomum de erupções solares extremas e alerta para possíveis auroras na Terra

Uma sequência incomum de erupções solares de alta intensidade foi registrada pelos satélites da Nasa nos últimos dias, aumentando o interesse de astrônomos e entusiastas do clima espacial em observações da atividade solar e seus efeitos na Terra. O fenômeno, envolvendo várias explosões classificadas como classe X — a categoria mais poderosa de erupções solares — pode desencadear auroras visíveis em latitudes mais baixas e afetar sistemas tecnológicos nos próximos dias.

Desde o último domingo (1º), uma região ativa do Sol identificada como AR 4366 tem produzido uma série de clarões solares extremamente energéticos, todos classificados como classe X — a mais intensa da escala usada para categorizar explosões solares.

Entre os eventos registrados estão:

  • X1.0 no domingo (1º)

  • X8.1, a mais potente da série

  • X2.8 e X1.6

  • X1.5 no dia 3

  • X4.2 registrada nesta quarta-feira (4), segundo observações.

As erupções dessas características envolvem liberações gigantescas de energia e, frequentemente, estão associadas à ejeção de grandes quantidades de partículas e plasma solar ao espaço, um fenômeno conhecido como ejeção de massa coronal (CME).

Possíveis efeitos na Terra

Parte do material expelido pelo Sol pode atingir o campo magnético terrestre entre os dias 5 e 6 de fevereiro, de acordo com centros de monitoramento espacial. Quando isso ocorre, o planeta pode experimentar uma tempestade geomagnética, um distúrbio no campo magnético que, embora geralmente de baixa intensidade, pode causar efeitos observáveis no solo.

Entre os possíveis impactos estão:

  • Auroras boreais ou austrais mais intensas, potencialmente visíveis em latitudes mais baixas que o habitual

  • Interferências em comunicações por rádio

  • Alterações temporárias em sinais de navegação e satélites

Especialistas alertam que, apesar da raridade e intensidade das erupções, os efeitos previstos não devem causar danos diretos à vida na superfície da Terra, devido à proteção natural do campo magnético e da atmosfera. Porém, os impactos em astronautas em órbita e em sistemas tecnológicos merecem monitoramento contínuo.

O que são erupções solares de classe X

Erupções solares são grandes explosões de energia no Sol que ocorrem quando o campo magnético se reconfigura abruptamente em regiões ativas repletas de manchas solares. Elas variam em intensidade, sendo:

  • Classe C: fraca

  • Classe M: moderada

  • Classe X: muito intensa — capaz de liberar enormes quantidades de radiação e partículas energéticas.

A classificação dentro da classe X vai de valores como X1.0 a números muito maiores (como o X8.1 registrado recentemente), representando a magnitude do evento.

O momento atual do Sol

A atividade solar está em um ciclo natural de aproximadamente 11 anos, durante o qual episódios de erupções mais intensas são mais frequentes perto do pico do ciclo. Embora episódios isolados de classe X ocorram ao longo de cada ciclo, uma sequência tão concentrada de eventos de alta energia é considerada rara e digna de atenção por parte das comunidades científica e de observadores do céu.

Oportunidade para observadores do céu

Para entusiastas da astronomia e da observação do céu noturno, a possibilidade de auroras polares mais visíveis e intensas é um atrativo. Regiões mais ao norte (no Hemisfério Norte) ou mais ao sul (no Hemisfério Sul) podem apresentar espetáculos luminosos coloridos no céu, especialmente se a tempestade geomagnética atingir níveis fortes o suficiente.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.