Quarta-feira, Março 25Portal Comunica News

Deputada Maria Gorete Pereira (MDB-CE) teria comprado imóvel de R$ 4 milhões com recursos desviados do INSS, aponta ministro

Uma investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou novos desdobramentos após relatório da PF citado na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Segundo ele, a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) teria adquirido um apartamento avaliado em cerca de R$ 4 milhões com dinheiro proveniente de um esquema de desvio de recursos previdenciários. 

As informações surgiram no âmbito de processos que investigam irregularidades na concessão e no pagamento de benefícios do INSS, envolvendo movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada.

Além do imóvel de alto padrão, a parlamentar também teria comprado um veículo de luxo avaliado em mais de R$ 400 mil utilizando recursos supostamente oriundos do esquema investigado. As autoridades apuram se as aquisições foram realizadas diretamente pela deputada ou por meio de terceiros e empresas interpostas.

Investigadores analisam transferências bancárias, contratos de compra e venda e registros patrimoniais para rastrear a origem dos valores utilizados.

Patrimônio incompatível sob apuração

O apartamento citado estaria localizado em área nobre e teria sido adquirido durante o período em que ocorreram os supostos desvios. Técnicos responsáveis pela investigação buscam identificar se houve tentativa de ocultação de patrimônio ou lavagem de dinheiro.

Especialistas apontam que investimentos em imóveis e veículos de alto valor são práticas recorrentes em esquemas de ocultação de recursos ilícitos, pois transformam dinheiro em bens duráveis e de difícil rastreamento imediato.

Possíveis crimes investigados

Caso as suspeitas sejam confirmadas, a deputada poderá responder por uma série de crimes, entre eles:

  • Peculato

  • Corrupção

  • Lavagem de dinheiro

  • Associação criminosa

Também podem ser aplicadas medidas cautelares como bloqueio de bens, sequestro de patrimônio e eventual ressarcimento aos cofres públicos.

O caso repercutiu fortemente no meio político, sobretudo por envolver recursos destinados à previdência social — área essencial para milhões de aposentados e pensionistas brasileiros.

Aliados da parlamentar defendem a presunção de inocência e afirmam que as acusações ainda precisam ser comprovadas. opositores cobram investigação rigorosa e transparência total no andamento do processo.

As autoridades seguem reunindo provas, ouvindo testemunhas e analisando documentos para esclarecer o destino dos recursos e identificar possíveis outros envolvidos no esquema. Até o momento, não decisão judicial definitiva.

O INSS também poderá adotar medidas administrativas internas caso sejam confirmadas falhas sistêmicas ou participação de servidores.

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