
O Brasil registrou 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde. Apesar do aumento das notificações, não há registro de mortes pela doença no país neste ano, de acordo com o painel de monitoramento divulgado pelas autoridades sanitárias.
Além dos casos confirmados, o país contabiliza 539 notificações suspeitas e 9 casos classificados como prováveis, que ainda estão em investigação pelas equipes de vigilância epidemiológica.
Distribuição dos casos pelo país
Entre os estados brasileiros, São Paulo lidera o número de registros, concentrando a maior parte das infecções notificadas até agora. Na sequência aparecem Rio de Janeiro e Rondônia, que também registraram crescimento de diagnósticos ao longo dos primeiros meses do ano.
Os dados indicam que a maioria dos casos foi registrada entre janeiro e fevereiro, com novos diagnósticos sendo confirmados também nos primeiros dias de março. O aumento reforça a necessidade de vigilância contínua e monitoramento da doença em todo o território nacional.
O que é a mpox
A Mpox é uma doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola humana, embora geralmente apresente evolução clínica menos grave. A transmissão pode ocorrer por:
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contato direto com pessoas infectadas;
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contato com objetos ou materiais contaminados;
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exposição a animais silvestres infectados.
Entre os principais sintomas estão:
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erupções ou lesões na pele;
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febre;
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dor de cabeça;
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dores no corpo;
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inchaço dos gânglios linfáticos (ínguas);
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fraqueza e calafrios.
O período de incubação — intervalo entre a infecção e o início dos sintomas — costuma variar entre 3 e 16 dias.
Monitoramento e prevenção
Autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas compatíveis procurem atendimento médico e evitem contato próximo com outras pessoas, principalmente enquanto houver lesões na pele. A transmissão tende a cessar quando as crostas das lesões desaparecem.
O governo federal afirma que o sistema de vigilância permanece atento ao avanço da doença, com foco na identificação precoce de casos, rastreamento de contatos e orientação à população.
Desde o início do monitoramento nacional, em 2022, o Brasil já registrou mais de 14 mil diagnósticos de mpox, além de algumas mortes associadas à doença ao longo dos últimos anos.
