
A investigação sobre o chamado caso Master, que apura suspeitas de fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master, entrou em uma fase sensível ao alcançar possíveis menções a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, porém, autoridades destacam que não há acusações formais contra ministros — apenas apurações preliminares e análises de contexto.
A seguir, veja o que já se sabe com base em informações oficiais e reportagens recentes.
Origem do escândalo
A apuração começou após a Polícia Federal identificar indícios de um esquema financeiro bilionário envolvendo venda de títulos supostamente irregulares e ocultação de prejuízos no mercado de capitais.
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A Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro de 2025.
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Investiga o Banco Master e executivos ligados à instituição.
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O caso corre sob sigilo no STF.
Segundo estimativas iniciais, o rombo pode alcançar dezenas de bilhões de reais e afetar cerca de 1,6 milhão de clientes.
O que a PF já fez
Nas duas fases da operação:
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13 pessoas foram presas ou alvo de buscas.
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Foram apreendidos 52 celulares, dinheiro em espécie e bens de alto valor.
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A PF realiza perícia em cerca de 100 dispositivos eletrônicos.
O material apreendido é considerado central para entender o alcance do suposto esquema.
Menções a ministros do STF
O ponto mais sensível surgiu quando:
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Um relatório da PF apontou supostas menções ao nome do ministro Dias Toffoli em documentos encontrados no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
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O assunto foi discutido em reunião entre ministros do STF.
Importante
Até agora:
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❗ Não existe investigação formal contra Toffoli, segundo o próprio STF.
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❗ O que havia era um pedido questionando sua atuação no processo.
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✔️ O ministro decidiu se afastar da relatoria.
Com isso, o pedido de suspeição perdeu validade e não houve abertura de inquérito específico contra ele.
Mudança de relatoria e novos passos
Após o afastamento de Toffoli:
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O ministro André Mendonça assumiu o caso.
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Ele autorizou a PF a retomar perícias e colher depoimentos.
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Também permitiu o compartilhamento interno de dados para acelerar a investigação.
A Polícia Federal já apresentou relatórios atualizados ao novo relator sobre o andamento das apurações.
Outras controvérsias paralelas
Embora não haja acusação formal, o caso ganhou repercussão por episódios como:
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Viagem de Toffoli em avião privado com advogado ligado ao caso, que gerou questionamentos sobre possível conflito de interesses.
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Críticas públicas e pedidos de investigação feitos por parlamentares e setores da oposição.
Esses pontos alimentam o debate político, mas ainda não configuram imputação criminal.
Situação atual da investigação
Até fevereiro de 2026, o quadro oficial é:
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✔️ PF investiga esquema financeiro no Banco Master
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✔️ Material eletrônico ainda está em perícia
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✔️ Há menções a autoridades em documentos analisados
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❌ Não há denúncia formal contra ministros do STF
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❌ Não existe inquérito aberto contra Toffoli até o momento
O caso permanece sob sigilo, o que limita a divulgação pública de detalhes.
O que pode acontecer agora
Especialistas apontam três possíveis caminhos:
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Arquivamento das menções, se não houver prova de irregularidade.
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Abertura de investigação formal, caso surjam evidências novas.
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Desdobramentos contra executivos e operadores financeiros, independentemente do STF.
Tudo dependerá da análise do material apreendido.
