Em oito meses, homicídios, assaltos, roubos de veículos, de cargas e furtos diminuíram nos municípios do litoral
Por Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública
As ações contra o crime organizado nos municípios da Baixada Santista e Vale do Ribeira reduziram os principais indicadores criminais no litoral paulista. O aumento do policiamento nas ruas, a ampliação de unidades policiais e o trabalho integrado entre as polícias com base em inteligência e planejamento levaram à prisão de lideranças faccionadas, ajudando a desestruturar as quadrilhas instaladas na região.
Na área dos municípios do Departamento de Polícia, os assaltos em geral, que incluem de carga e a banco, caíram 24% nos oito meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023. No total, foram 7,1 mil crimes — a menor marca da história para a região. Os roubos de veículos diminuíram 10% na comparação.
Os roubos de carga e de mercadorias despencaram 34% no período. O índice segue uma tendência de queda observada em todo o estado. Porém, no interior, a malha viária facilita o escoamento de mercadorias para dentro e fora do país, inclusive pelo Porto de Santos, o que acaba atraindo o crime organizado.
“A região sempre foi uma prioridade da nossa gestão, por isso, aumentamos o efetivo e os investimentos em estrutura e tecnologia para que as Polícias Civil e Militar pudessem atuar. Paralelo a isso, o policiamento ostensivo e as investigações, que culminaram em operações planejadas, levaram à cadeia criminosos que exerciam funções de liderança dentro da facção criminosa na Baixada Santista”, detalhou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.
Crimes contra a vida
A Baixada Santista registrou no acumulado deste ano a segunda menor marca da história de mortes intencionais. De janeiro a agosto, a região contabilizou 82 homicídios dolosos. Os latrocínios fecharam o período com sete registros.
As Delegacias de Defesa da Mulher investigaram oito feminicídios, quatro a menos que os crimes cometidos de janeiro a agosto de 2023. Os estupros caíram 4% na comparação com o ano anterior, com 521 boletins de ocorrência.
Mais presos, armas e veículos apreendidos
O trabalho realizado em conjunto entre as Polícias Civil e Militar em oito meses resultou no aumento do número de prisões, apreensão de armas, veículos e drogas no litoral paulista.
Foram 7,8 mil infratores presos ou apreendidos no período. Houve um aumento de quase 30% na apreensão de armas de fogos ilegais, totalizando 778 retiradas de circulação. A polícia também apreendeu 7,4 toneladas de drogas, sendo a maior parte de maconha (4 toneladas).
Além disso, houve a recuperação de 1,6 mil veículos até agosto deste ano, alta de 29% em relação aos oitos meses do ano passado.
Cidades do litoral
O trabalho policial refletiu na maioria dos 24 municípios que compõem o litoral paulista. Em Santos, o mais populoso da região, os assaltos tiveram 27,5% de redução em relação ao ano anterior, atingindo a terceira menor marca para o crime em 24 anos.
Em Praia Grande, os roubos de veículos também atingiram o menor patamar em 24 anos, com 29 casos até agosto — 44% a menos no comparativo. Além disso, a polícia investiga 11 homicídios dolosos no município, segundo menor número desde o início da série histórica.
Os homicídios também caíram em São Vicente. Com nove casos de janeiro a agosto, a cidade teve a menor marca desde 2001. Os roubos em geral, com 1,4 mil casos, atingiram o segundo índice mais baixo da série histórica.
Guarujá tem os menores índices da história
No município de Guarujá, os furtos e roubos de veículos tiveram o menor índice da história para um período de oito meses. Foram 113 furtos e 29 roubos de carros, motos ou caminhões, reduções de 35% e 44%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado.
Depois de atingir o maior número de roubos de cargas em oito meses no ano passado (76), a cidade viu neste ano uma redução de 78% na modalidade criminosa, com o registro de 16 ocorrências.
Os assaltos em geral fecharam o período com 1,2 mil registros policiais, redução de 35% na comparação com os oito meses do ano passado — chegando a segunda menor marca em 24 anos.